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Servicio Cántabro de Salud

Transformar o financiamento PADP em automação clínica à escala regional

Perante uma região pequena, maioritariamente rural, com uma população que envelhece rapidamente e apresenta elevada cronicidade, o Servicio Cántabro de Salud (SCS) não optou por pilotar a saúde digital: optou por implementá-la, à escala de todo o sistema regional.

~5,000

doentes impactados no mês de arranque

13

clinical pathways previstos para implementação à escala regional

25%

taxa de resposta dos doentes

Comparativamente a outras regiões autónomas espanholas, a Cantábria é pequena em população, mas desproporcionadamente grande em território. Essa combinação define um desafio característico para o seu sistema de saúde: responder a uma população dispersa, envelhecida e com elevada cronicidade, através de uma rede que vai desde um hospital universitário altamente especializado até dezenas de consultórios rurais e pontos de urgência de cuidados primários.
Isto também tornou a Cantábria numa candidata invulgarmente idónea para algo que as regiões maiores muitas vezes não conseguem permitir-se: uma implementação à escala regional em vez de um piloto.

Dados da região:

  • ~594.000 habitantes na Comunidade Autónoma da Cantábria
  • 5.321 km² de território predominantemente rural e montanhoso
  • 4 hospitais, 42 centros de saúde de cuidados primários, 109 consultórios locais e 28 serviços de urgência de cuidados primários (SUAP)
  • Mais de 50% dos adultos vive com pelo menos uma condição crónica
  • Mais de 900.000 episódios de urgência atendidos por ano na região

O problema

  • Um modelo assistencial fragmentado e compartimentado, que dificultava a coordenação dos doentes entre cuidados primários, cuidados hospitalares e serviços de urgência;
  • Um perfil demográfico e epidemiológico caracterizado por taxas elevadas de doença crónica, uma população envelhecida e dispersa em meio rural, para o qual o modelo existente não estava preparado, nem em antecipação nem em gestão proativa;
  • Um gap cada vez maior entre a capacidade de resposta das equipas assistenciais e o crescimento exponencial das necessidades dos doentes, sem qualquer via estrutural para reverter esse desequilíbrio dentro do modelo existente;

A nossa abordagem ao PADP não era executar projetos-piloto, mas sim tirar partido da dimensão da nossa população, o que nos permitia avançar mais depressa e empreender projetos à escala de toda a comunidade.

Luis Carretero

Diretor Geral

Objetivos do projeto

  • Aumentar exponencialmente a capacidade das equipas assistenciais para responder às necessidades dos doentes, encurtando a brecha entre a procura e os recursos clínicos disponíveis sem necessidade de aumentar o quadro de pessoal;
  • Implementar as vias clínicas de forma eficaz, garantindo que cada doente acede a cuidados alinhados com a melhor evidência disponível;
  • Fomentar o trabalho em equipa entre profissionais, assegurando que cada doente recebe o nível adequado de atenção no nível assistencial correto;
  • Tornar o doente num participante mais ativo na gestão da sua própria condição;
  • Melhorar a acessibilidade dos doentes em zonas rurais, aproximando os cuidados das suas casas e reduzindo deslocações desnecessárias;
  • Melhorar a eficiência operacional dos processos assistenciais envolvidos, ajudando a reorientar a organização em torno das necessidades do doente e não dos compartimentos institucionais.
Enquadrado no programa PADP de Espanha, o projeto insere-se no Plan de Salud 2025–2029 da Cantábria e estrutura-se em três pilares: a digitalização dos serviços de suporte que sustentam a atividade sanitária diária, a construção de uma rede hospitalar e de centros de saúde "inteligentes" através de melhor tecnologia clínica, e a personalização dos cuidados de acordo com as necessidades específicas de cada doente. A Plataforma de Automação Clínica da UpHill foi implementada como uma das peças de ligação dentro deste ecossistema, dotando a região de uma infraestrutura comum em vez de um conjunto de ferramentas desligadas entre si.

Preparar o trabalho clínico antes de médico e doente se encontrarem

Tradicionalmente, o trabalho de avaliar, examinar e tratar um doente só começa quando um profissional clínico está fisicamente à sua frente, ou seja, depois da triagem, depois da espera, e muitas vezes após um atraso evitável. A Plataforma de Automação Clínica da UpHill adianta parte desse trabalho, estruturando-o em quatro etapas que decorrem antes, durante e depois da interação com o doente.

1. Receber e ler

Antes de começar qualquer conversa com o doente, a plataforma reúne o que já se sabe: histórico, análises, medicação e alergias, diretamente a partir do processo clínico eletrónico e cada passo seguinte é suportado por esse contexto.

2. Entrevistar o doente

O doente responde e expressa-se livremente, e a conversa adapta-se em tempo real de acordo com o protocolo clínico subjacente. À medida que a troca avança, são capturados dados clínicos estruturados que são transmitidos ao motor clínico da UpHill, que os utiliza para decidir o que perguntar a seguir, centrando-se no que é relevante para aquele doente específico, em vez de seguir um guião fixo.

3. Executar e registar

A partir do que a entrevista revela, a plataforma aciona automaticamente os passos seguintes: pedido de exames, marcação de consultas e geração de notas de episódio, tudo registado diretamente no processo clínico eletrónico do doente. Como parte desta etapa, uma nota clínica gerada por IA resume a interação num formato claro e estruturado que a equipa clínica pode rever rapidamente, sem necessidade de um profissional a redigir manualmente do zero.

4. Rever e aprovar

O profissional clínico mantém-se firmemente no centro do processo. Os casos preparados e os planos de cuidados recomendados são apresentados através de interfaces de "cabine de comando" a nível populacional e individual, dando às equipas clínicas uma visão de conjunto de todos os doentes de uma via, juntamente com o detalhe necessário para rever, ajustar e aprovar cada caso. A automação prepara o trabalho; o profissional clínico continua a tomar a decisão.

O principal desafio tecnológico foi a integração - unir todos estes novos projetos - e a única forma de conseguir isso na prática é apoiando-nos em standards tecnológicos.

raúl martínez Santiago

CIO

Como isto se traduz na Cantábria: dois casos de uso

Serviço de urgências

Imediatamente após a triagem, a entrevista automatizada começa, ainda antes de um médico ter aberto o caso. Essa margem de tempo é aproveitada de três formas: para antecipar que exames ou medidas terapêuticas o doente provavelmente vai precisar, de modo a poderem ser preparados com antecedência em vez de solicitados do zero; para reduzir o tempo que os doentes passam à espera de que o processo avance; e para otimizar o tempo que os clínicos dedicam à observação presencial, de modo a que esse tempo se concentre nas decisões que realmente exigem a presença de um profissional.

Gestão de doenças crónicas

O seguimento de doentes crónicos deixa de depender exclusivamente de consultas agendadas. Os doentes são entrevistados periodicamente; a plataforma executa e regista no processo clínico eletrónico as notas e ações de seguimento resultantes; e a equipa clínica revê os casos preparados através do "cockpit" populacional, o que permite detetar sinais precoces de deterioração, evitar que condições de longo prazo sejam geridas apenas de forma reativa, e dedicar o tempo presencial aos doentes que mais precisam.
Ambos os contextos, assentam na mesma ideia de fundo: preparar o trabalho clínico antes de doente e profissional coincidirem na mesma sala, para que, quando se encontrem, a consulta seja mais rápida, mais segura e melhor informada.

Detalhes e destaques da solução

  • Plataforma de Automação Clínica da UpHill implementada como infraestrutura partilhada entre cuidados primários, cuidados hospitalares e serviços de urgência — não como uma ferramenta isolada num único departamento;
  • Entrevistas omnicanal a doentes, realizadas por SMS, e-mail ou chamada telefónica, adaptando-se em tempo real de acordo com as respostas do próprio doente;
  • Deteção automática de risco do doente e estratificação de casos por gravidade;
  • Interoperabilidade com os sistemas clínicos já existentes na região, reduzindo trabalho duplicado entre níveis assistenciais;
  • Concebida como uma base escalável: colocada em funcionamento nas vias de urgências, diabetes e depressão, com um roteiro rumo a 13 vias clínicas à escala regional, incluindo processos pré e pós-operatórios.

Aviso legal

Estes dados são específicos deste caso de uso nesta instituição e são apresentados como exemplo de como a UpHill Route apoia indiretamente os processos de gestão de doentes num contexto em que são utilizados sistemas de apoio à decisão clínica. Os dados subjacentes foram recolhidos pela própria instituição. A UpHill Route não reivindica qualquer benefício clínico direto que resulte na redução de reinternamentos, no aumento do acesso ou na redução de consultas desnecessárias.

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